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Galípolo marca reunião com presidente do TCU para tratar de crise do Banco Master

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Brasília – O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, receberá o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, na próxima segunda-feira, 12 de janeiro, às 14h, na sede da autarquia, em Brasília. O encontro acontece em meio às turbulências envolvendo a liquidação extrajudicial do Banco Master.

A agenda oficial do BC informa que o tema do encontro são “assuntos institucionais”. Também participarão os diretores Ailton de Aquino (Fiscalização), Gilneu Vivan (Regulação), Izabela Correa (Cidadania e Supervisão de Conduta) e o secretário-executivo Rogério Lucca.

Suspensão de inspeção

A reunião foi agendada poucos dias depois de o ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso Master no TCU, suspender uma inspeção na autoridade monetária. Ele havia questionado se o BC se precipitou ao decretar a liquidação do banco controlado por Daniel Vorcaro, decisão tomada em 18 de novembro de 2025.

A determinação individual de Jhonatan provocou críticas no mercado financeiro. O BC recorreu, alegando que o despacho deveria ter sido colegiado. Na última quinta-feira (8), o ministro suspendeu a inspeção até que o assunto seja analisado pelo plenário do TCU.

Poder de reversão

Na quarta-feira (7), Vital do Rêgo declarou à agência Reuters que apenas o Supremo Tribunal Federal (STF) teria competência para reverter a liquidação do Banco Master. “O processo de ‘desliquidação’ do Master não cabe ao TCU”, afirmou.

Investigações em curso

A liquidação do Master está vinculada à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura indícios de fraudes estimadas em até R$ 12 bilhões. Após a intervenção do BC, diretores da autarquia sofreram ataques coordenados nas redes sociais, levantando suspeitas de contratação de influenciadores digitais. O inquérito cita com destaque o ex-diretor Renato Dias Gomes, responsável por vetar a tentativa de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB).

O encontro de segunda-feira ocorre, portanto, em um contexto de tensão entre a autoridade monetária e o órgão de controle externo, com desdobramentos que ainda dependem de análise do plenário do TCU e, possivelmente, do STF.

Com informações de Gazeta do Povo