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Galípolo indica manutenção da Selic em 15% e reforça postura conservadora do BC

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Brasília – O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sinalizou nesta segunda-feira (1º) que a taxa básica de juros deve continuar em 15% ao ano na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para 9 e 10 de dezembro.

Falando a investidores em evento realizado em São Paulo, Galípolo afirmou que a autoridade monetária mantém a orientação de política “mais restritiva por um período bastante prolongado” e que essa diretriz “não zera a cada reunião”.

O ciclo atual de juros elevados teve início em junho, quando o Copom elevou a Selic para 15% ao ano. Desde então, o colegiado manteve a taxa inalterada nas reuniões de julho, setembro e novembro, avaliando se o patamar é suficiente para trazer a inflação ao centro da meta de 3%.

“Se você não sabe muito bem o que está acontecendo, tem alguma dúvida, o papel do BC é ser mais conservador”, declarou o presidente do Banco Central ao justificar a estratégia.

Galípolo ressaltou que ainda não há decisão tomada para o encontro da próxima semana e que qualquer movimento dependerá dos dados disponíveis até lá. Segundo ele, o processo de convergência da inflação permanece lento, exigindo cautela na condução da política monetária.

O dirigente também mencionou indicadores recentes de emprego e atividade econômica que apontam para um mercado aquecido, fator que, em sua avaliação, reforça a necessidade de prudência.

No Boletim Focus divulgado nesta semana, analistas do mercado financeiro projetam inflação de 4,43% em 2025, ligeiramente abaixo do teto da meta de 4,5%. Para a Selic, a expectativa é de manutenção em 15% até o fim do ano.

A condução de Galípolo gerou críticas de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que esperavam flexibilização mais rápida da política monetária. Apesar disso, o Banco Central segue defendendo a permanência dos juros em nível elevado para assegurar o controle dos preços.

Com informações de Gazeta do Povo