O cenário econômico desta quinta-feira (22) reúne alívio para o agronegócio e novos obstáculos para indústria, serviços financeiros e segurados da Previdência. Entre as principais decisões estão a retirada de uma tarifa norte-americana sobre produtos agrícolas brasileiros, o reajuste na tributação de fintechs, o fim da “revisão da vida toda” no INSS e o plano dos Correios para fechar agências.
Tarifa de 40% sobre carnes e cafés é revogada
O governo dos Estados Unidos cancelou a cobrança extra de 40% que incidia sobre carnes e cafés importados do Brasil. A medida, assinada pelo presidente Donald Trump, reduz custos para exportadores brasileiros do setor agropecuário.
Apesar do recuo, outras taxas permanecem. Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, 22% das vendas externas do país aos EUA seguem sob sobretaxas, afetando principalmente a indústria.
Imposto sobre fintechs sobe 66%
Dentro do país, o Ministério da Fazenda elevou em 66% a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) que incide sobre bancos digitais e fintechs. O setor teme repassar o aumento aos clientes, o que pode encarecer tarifas e serviços de contas on-line.
STF derruba “revisão da vida toda”
Por maioria, o Supremo Tribunal Federal anulou a possibilidade de aposentados do INSS recalcularem benefícios usando salários anteriores a julho de 1994. A decisão frustra quem aguardava aumento no valor das aposentadorias e pensões.
Correios planejam fechar até mil agências
A diretoria dos Correios aprovou um plano de reestruturação que prevê o encerramento de até mil unidades em todo o país. A estatal argumenta que a medida busca racionalizar custos e adequar a rede à demanda.
As mudanças afetam diferentes segmentos da economia e devem ter impacto direto nos preços de commodities, nos serviços bancários digitais e no atendimento previdenciário.
Com informações de Gazeta do Povo