O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) iniciou neste sábado (17) o ressarcimento dos clientes afetados pela liquidação do Banco Master. A partir das 9h30, pessoas físicas podem solicitar a devolução dos valores por meio do aplicativo do FGC, enquanto empresas devem fazer o pedido pelo site da entidade.
Para receber os recursos, o investidor precisa baixar o aplicativo, manifestar interesse na indenização e informar uma conta bancária. Os rendimentos das aplicações estão congelados desde 18 de novembro, data em que o Banco Central decretou a liquidação da instituição.
Dúvidas podem ser encaminhadas ao e-mail atendimento.credores@fgc.org.br, criado especificamente para atender os credores do Master.
Maior desembolso da história do FGC
Cerca de 800 mil correntistas e investidores têm direito à restituição, limitada a R$ 250 mil por CPF. O volume a ser pago pode chegar a R$ 40,6 bilhões, o maior já arcado pelo fundo desde sua criação. O montante representa aproximadamente um terço das atuais reservas do FGC, estimadas em R$ 122 bilhões.
O recorde anterior era da quebra do Bamerindus, em março de 1997, quando foram desembolsados R$ 3,7 bilhões — valor que corresponde hoje a cerca de R$ 19,9 bilhões após correção monetária. Naquele episódio, 3,9 milhões de clientes foram indenizados.
Contexto da liquidação
O Banco Master foi liquidado em novembro do ano passado após investigação da Polícia Federal. O controlador da instituição, o banqueiro Daniel Vorcaro, segue sob apuração. A equipe do banco entregou ao liquidante, a empresa EFB Regimes Especiais, a lista de credores e os respectivos valores.
Antes da intervenção, em março de 2025, o conselho do Banco de Brasília (BRB) aprovou a compra de 58% do capital do Master, operação estimada em R$ 2 bilhões. O BRB é controlado majoritariamente pelo Governo do Distrito Federal.
Com informações de Gazeta do Povo