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FGC emite alerta contra golpes que miram ressarcimento de clientes do Banco Master e Will Bank

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Brasília, 24 jan. 2026 – O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) divulgou neste sábado (24) um alerta sobre fraudes que têm como alvo clientes com direito a ressarcimento após as liquidações extrajudiciais do Banco Master e do Will Bank, decretadas pelo Banco Central.

De acordo com o FGC, em parceria com a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e a Associação Brasileira de Bancos Internacionais (ABBI), criminosos se fazem passar por canais oficiais para obter dados pessoais e bancários ou para cobrar taxas inexistentes, prometendo agilizar o pagamento das garantias.

Golpes em circulação

As entidades identificaram o envio de e-mails, mensagens e links falsos que direcionam o usuário a páginas fraudulentas, nas quais são solicitados informações sensíveis ou pagamentos antecipados. Também foram detectados aplicativos não oficiais nas lojas digitais, desenvolvidos para roubar dados dos investidores.

Como funciona a cobertura

O FGC garante depósitos e investimentos até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira, abrangendo aplicações em CDB, RDB, LCI e LCA. O fundo começou a receber os pedidos de ressarcimento dos investidores do Banco Master na segunda-feira (19). Aproximadamente 800 mil credores têm direito aos valores – número inferior à estimativa inicial de 1,6 mil – com impacto projetado de R$ 40,6 bilhões.

Procedimento oficial

Para evitar fraudes, o FGC reforça que o processo de solicitação é totalmente digital e deve ser feito apenas por meio de seus canais institucionais. Desde 17 de janeiro, está disponível o aplicativo oficial do fundo, onde o cliente informa a conta bancária para recebimento, valida a biometria e envia os documentos necessários. O FGC ressalta que não pede dados por canais informais nem cobra qualquer tipo de taxa para liberar a garantia.

As entidades aconselham os investidores a redobrar a atenção, desconfiar de ofertas que prometem facilidades e verificar sempre se estão acessando os meios oficiais antes de compartilhar informações.

Com informações de Gazeta do Povo