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Escalada no Oriente Médio faz petróleo passar de US$ 100 e acende alerta na economia brasileira

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A alta abrupta do petróleo, impulsionada por ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, elevou a cotação do barril para acima de US$ 100 na segunda-feira, 9 de março. O movimento já repercute no Brasil, pressionando preços, juros e o planejamento econômico do governo para o primeiro trimestre de 2026.

Combustíveis mais caros chegam rápido às bombas

Como o petróleo é negociado internacionalmente em dólar, qualquer variação se reflete quase de imediato na cadeia brasileira. A Petrobras fica sob forte pressão para repassar o aumento, elevando gasolina e, principalmente, diesel — combustível que movimenta cerca de 80% do transporte de cargas no país.

Efeito cascata no preço dos alimentos

Com o diesel mais caro, o frete sobe e produtores repassam o custo adicional. O resultado é a elevação de itens básicos, de arroz e feijão a produtos industrializados e serviços essenciais, fortalecendo a pressão inflacionária.

Agronegócio sente o peso de fertilizantes e combustíveis

Soja e milho estão entre as culturas mais impactadas. O Brasil importa a maior parte dos fertilizantes que utiliza, e o Oriente Médio é um dos principais fornecedores de ureia. Ataques a instalações de gás na região elevaram o preço desse insumo, somando-se ao diesel mais caro nos maquinários e encarecendo a produção no campo.

Taxa Selic sob nova incerteza

Antes do conflito, o Banco Central sinalizava redução dos juros para estimular a atividade. Com a possibilidade de inflação maior, analistas projetam corte menor ou até manutenção da Selic, o que encarece o crédito e pode frear o crescimento ao longo de 2026.

Possível alívio cambial é limitado

Em momentos de instabilidade nos Estados Unidos, parte do capital global busca mercados alternativos, o que pode fortalecer moedas latino-americanas, incluindo o real. Mesmo assim, economistas preveem o dólar em patamar elevado até o fim de 2026 devido ao risco externo.

Por enquanto, governo, empresas e consumidores monitoram os desdobramentos no Oriente Médio, cientes de que o impacto já cruza fronteiras e chega ao bolso do brasileiro.

Com informações de Gazeta do Povo