Brasília – O governo federal enfrenta uma dupla ameaça no setor de energia. A Eletronuclear solicitou um aporte emergencial de R$ 1,4 bilhão para evitar um possível colapso operacional nas usinas de Angra, enquanto servidores da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) ampliaram a greve após rejeitarem a proposta de reajuste salarial.
Risco nas usinas de Angra
A Eletronuclear alertou que, sem o socorro financeiro, a operação de Angra 1 e Angra 2 pode ser comprometida. A estatal aponta falta de recursos para manutenção, compra de insumos e pagamento de fornecedores, o que criaria risco de interrupção no fornecimento de energia.
Greve trava planejamento energético
Na EPE, responsável por estudos e projeções que embasam políticas públicas, os funcionários decidiram estender a paralisação iniciada no início de outubro. O movimento ameaça atrasar leilões, projetos de expansão da matriz elétrica e iniciativas de transição energética.
Orçamento sob cronômetro
Paralelamente, o Executivo corre contra o tempo para aprovar o Orçamento de 2026. Para garantir a continuidade do programa de incentivo à poupança estudantil Pé-de-Meia, o governo incluiu a proposta em um projeto de lei sobre o metanol, estratégia que enfrenta resistência no Congresso.
Impacto no consumo
A “taxa das blusinhas”, aplicada a compras internacionais de baixo valor, já afeta o bolso do consumidor: 38% dos entrevistados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) desistiram de adquirir produtos importados on-line. No prato do brasileiro, o macarrão ganhou espaço do tradicional arroz com feijão, refletindo mudanças de hábitos provocadas pelo orçamento apertado.
Negociações estratégicas
No campo externo, o Brasil discute o fornecimento de terras raras à China, minerais considerados cruciais para tecnologias de ponta. Ao mesmo tempo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou esperar anunciar “em poucos dias” um acordo comercial com os Estados Unidos, após encontro com o ex-presidente Donald Trump.
Regra contra contas irregulares
Para combater fraudes, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) implementou novas exigências sobre abertura e movimentação de contas, visando coibir operações em nomes de terceiros e transações ligadas a apostas ilegais.
Com a crise nas estatais, o andamento do Orçamento e mudanças no consumo, o Executivo lida simultaneamente com pressões internas e externas que podem influenciar a economia nos próximos meses.
Com informações de Gazeta do Povo