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Damares diz que CPMI do INSS aprofundará investigação sobre Banco Master após recesso

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Brasília – A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai concentrar esforços, depois do recesso parlamentar, na conexão das irregularidades com a liquidação do Banco Master.

Segundo a parlamentar, o ponto de convergência entre as duas frentes de investigação é a suspeita de que aposentados e pensionistas tenham sido prejudicados em operações de empréstimo consignado oferecidas pela instituição financeira.

Damares é autora do requerimento que quebrou os sigilos bancário e telemático do banqueiro Daniel Vorcaro. O executivo, de acordo com a senadora, deverá prestar depoimento ao colegiado assim que os trabalhos forem retomados, em fevereiro.

Em entrevista ao SBT News, Damares declarou que “a CPMI do INSS vai colocar muita gente na cadeia” e classificou o episódio como “o maior escândalo de tráfico de influência do mundo”, destacando que o inquérito deve atingir nomes de diferentes espectros políticos.

Documentos sob sigilo

A senadora informou ter tido acesso a documentos obtidos a partir da quebra de sigilo de Vorcaro antes de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, decretar sigilo sobre a investigação em dezembro. Com a decisão, todo o material foi transferido para uma sala trancada na Presidência do Senado e só poderá ser reexaminado após autorização do Supremo.

Alcance ampliado

Além do Banco Master, Damares estima que a CPMI possa chegar a até 20 outras instituições financeiras e a entidades religiosas, como templos e igrejas, que teriam ligação com as operações investigadas.

O Parlamento encontra-se em recesso legislativo, e a retomada dos trabalhos da comissão está prevista para o início de fevereiro. Procurada, a defesa de Daniel Vorcaro não se manifestou.

Com informações de Gazeta do Povo