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Corte de 30% no diesel da Petrobras pressiona distribuidoras e acende alerta de abastecimento

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Brasília – A Petrobras comunicou às distribuidoras que reduzirá o volume de óleo diesel entregue em abril. No Paraná, a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, cortará 30% do suprimento; no país, o recuo médio será de 23%.

Redução responde a crise no Oriente Médio

A medida decorre do choque na oferta mundial de petróleo após o fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária do Irã. O corredor marítimo, por onde trafegam 20% das cargas globais de petróleo e gás natural, foi interditado em meio a tensões entre Irã, Israel e Estados Unidos, restringindo o acesso à matéria-prima usada pela estatal brasileira.

Impacto no mercado interno

Com entregas menores, as distribuidoras terão menos produto para repassar aos postos. Embora o Brasil produza grande parte do petróleo que consome, cerca de 17 bilhões de litros de diesel precisam ser importados anualmente para suprir a demanda que as refinarias locais não conseguem atender.

O que diz a Petrobras

Em nota, a companhia afirmou que mantém os volumes previstos nas refinarias, trabalha para reduzir a volatilidade do mercado internacional e prioriza estabilidade de preços e rentabilidade sustentável. A estatal acrescentou que não antecipa decisões sobre reajustes ou manutenção de valores.

Medidas anunciadas pelo governo

Para conter a alta nos preços, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel e concedeu subvenção a importadores e produtores, aliviando em R$ 0,64 o litro do combustível. Especialistas alertam, porém, que o benefício não resolve a escassez física do produto.

Proposta de ampliar o uso de biodiesel

Entidades de biocombustíveis defendem elevar imediatamente a mistura de biodiesel no diesel de 15% para 17% ou até 20%. A medida utilizaria a capacidade ociosa das usinas nacionais, reduziria a dependência de importações e ajudaria a manter o abastecimento de caminhões e máquinas agrícolas.

As distribuidoras agora buscam alternativas no mercado externo para compensar o déficit, enquanto acompanham possíveis novos desdobramentos da crise no Oriente Médio e seus reflexos no fornecimento interno.

Com informações de Gazeta do Povo