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Carro elétrico usado pode valer a pena; bateria e assistência técnica são pontos decisivos

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A queda de preço dos modelos zero quilômetro nos primeiros anos de uso tornou o mercado de carros elétricos usados uma alternativa atraente no Brasil. A avaliação é de Davi Bertoncello, diretor da Tupi, empresa especializada em monitoramento de recarga, que também lembra os descontos de impostos concedidos por alguns estados a veículos movidos exclusivamente a eletricidade.

Por que o seminovo elétrico ficou mais interessante

Além da desvalorização inicial, veículos elétricos podem contar com isenção de IPVA, menor gasto de energia na recarga e emissão reduzida de poluentes, segundo a startup de mobilidade GreenV.

Bateria dita a viabilidade do negócio

O componente de maior valor é também o principal fator de risco. Antes da compra, Bertoncello recomenda:

  • Verificar se a bateria ainda está dentro da garantia de fábrica, que pode chegar a oito anos;
  • Solicitar um laudo técnico com o estado de saúde (SOH) para saber a capacidade restante;
  • Confirmar se as revisões foram realizadas em concessionárias ou oficinas habilitadas para alta tensão.

Estudos indicam que a bateria pode perder de 10% a 20% da capacidade em até cinco anos. Para mitigar esse desgaste, o especialista aconselha buscar modelos ainda cobertos pela garantia e com documentação de manutenção em dia.

Manutenção e revenda exigem atenção

Fora da garantia, o conserto de sistemas elétricos costuma ser mais caro, principalmente porque poucas oficinas estão preparadas para esse tipo de serviço. A baixa oferta de assistência pode também influenciar na liquidez de revenda.

Para reduzir riscos, Bertoncello sugere optar por marcas com presença consolidada no país e modelos mais populares, que contam com rede de atendimento e peças de reposição.

Checklist de compra

Especialistas recomendam adquirir o veículo em concessionárias ou lojas especializadas e seguir as etapas abaixo:

  • Exigir laudo atualizado da bateria;
  • Solicitar histórico completo de revisões;
  • Conferir a compatibilidade do plugue Tipo 2, padrão mais comum no Brasil;
  • Verificar a existência de assistência técnica da marca na região do comprador.

Tomados esses cuidados, o carro elétrico usado pode oferecer economia e menor impacto ambiental quando comparado aos equivalentes a combustão.

Com informações de Gazeta do Povo