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Caminhoneiros votam nesta quinta (19) início de greve nacional em reação ao preço do diesel

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Entidades que representam caminhoneiros realizam nesta quinta-feira, 19 de março, uma assembleia para definir se a categoria inicia uma paralisação em todo o país. O movimento é motivado pelos reajustes no valor do óleo diesel e pelo descumprimento do piso mínimo do frete.

Principais reivindicações

A categoria protesta contra dois pontos centrais:

• Alta do diesel: a escalada de preços acompanha a valorização internacional do petróleo, impulsionada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã que fechou rotas de exportação. Na primeira semana de março, o litro do diesel S-10 subiu mais de 7% em média e alcançou picos de 17% no Piauí.

• Piso mínimo do frete: a tabela determina o valor mínimo que deve ser pago pelo transporte, garantindo cobertura de custos e margem de lucro. Sindicatos afirmam que muitas transportadoras ignoram a regra, obrigando motoristas autônomos a absorver parte dos gastos com combustível.

Medidas do governo federal

Para tentar evitar a greve, o governo anunciou fiscalização eletrônica mais rigorosa da tabela de fretes, com possibilidade de bloquear a contratação de empresas infratoras. Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, zeraram PIS e Cofins sobre o diesel e criaram subsídios para conter novos aumentos. A Polícia Federal também investiga possíveis reajustes abusivos em postos de combustíveis.

Aderência nos estados

Até o momento, sindicatos de Navegantes e associações de Itajaí, em Santa Catarina, confirmaram participação no movimento. Representantes da Baixada Santista, em São Paulo, e a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) também apoiam a mobilização. A abrangência nacional dependerá do resultado da assembleia desta quinta-feira.

Risco de repetição de 2018

Empresários e autoridades temem que se repita o cenário de 2018, quando dez dias de bloqueios provocaram falta de alimentos, combustíveis e medicamentos, além do cancelamento de voos. Em ano eleitoral, o governo busca evitar prejuízos bilionários e nova pressão inflacionária decorrentes de uma eventual interrupção no escoamento de cargas.

A decisão final sobre a greve será anunciada após a reunião desta quinta-feira.

Com informações de Gazeta do Povo