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Caminhoneiros mantêm “estado de paralisação” e esperam publicação de regras para piso do frete

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Lideranças de caminhoneiros decidiram aguardar a publicação, no Diário Oficial da União (DOU), das medidas prometidas pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, sobre fiscalização eletrônica do piso mínimo do frete antes de confirmar uma nova greve nacional.

A deliberação ocorreu em reunião virtual nesta quarta-feira, 18 de março. Segundo Wallace Landim, o Chorão, presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), a categoria permanece em “estado de paralisação”.

“Vamos esperar ver como será o travamento eletrônico: se virá por medida provisória ou outro instrumento. Depois avaliaremos se atende ao segmento”, afirmou Chorão.

Fiscalização eletrônica prometida

Na coletiva de terça-feira, Renan Filho anunciou que todos os fretes passarão por fiscalização eletrônica. Empresas que pagarem abaixo do piso poderão ser impedidas de contratar motoristas. Apesar do anúncio, a edição do DOU desta quinta-feira, 19 de março, não trouxe novas normas.

Governo tenta evitar repetição de 2018

O presidente Lula (PT) busca evitar cenário semelhante ao de 2018, quando uma paralisação de dez dias provocou desabastecimento e levou à criação do piso nacional do frete.

Desta vez, o encarecimento do diesel é atribuído ao fechamento do Estreito de Ormuz em meio ao conflito entre Irã e Estados Unidos, ponto por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Pacote para conter preços

Para segurar a alta, o governo zerou PIS e Cofins sobre combustíveis e lançou um programa de subvenção de até R$ 10 bilhões para produtores e importadores. A Petrobras aderiu, mas, no mesmo dia, reajustou o diesel em R$ 0,38 por litro. Sem o subsídio, o aumento seria de R$ 0,70, justificou a presidente da estatal, Magda Chambriard.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o preço médio nas bombas subiu de R$ 6,10 para R$ 6,58 após o reajuste.

A categoria deve reavaliar a possibilidade de greve assim que o governo detalhar, oficialmente, as novas regras para o cumprimento do piso do frete.

Com informações de Gazeta do Povo