Representantes de entidades de caminhoneiros reúnem-se em Santos, litoral paulista, às 15h desta quarta-feira (18 de março de 2026) para votar a adesão a uma paralisação nacional. O protesto mira o aumento do preço do óleo diesel e o descumprimento do piso mínimo do frete por parte de transportadoras.
Principais queixas
Segundo as lideranças, a sequência de reajustes no diesel tornou o custo de manter os caminhões nas estradas “insustentável”. Além disso, motoristas autônomos afirmam que empresas contratantes ignoram a tabela obrigatória de frete, fazendo com que o impacto da alta do combustível recaia integralmente sobre o profissional.
Influência externa nos preços
O valor do diesel no mercado interno acompanhou a disparada internacional provocada pela guerra entre Estados Unidos e Irã. O conflito levou ao bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, reduzindo a oferta e pressionando o preço do barril.
Estados já alinhados ao movimento
Até agora, representantes de seis unidades da Federação e do Distrito Federal sinalizaram apoio à greve: São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e o próprio DF. A decisão final, porém, depende da assembleia desta tarde.
Respostas do governo federal
Para conter a paralisação, o Ministério dos Transportes anunciou fiscalização rigorosa contra transportadoras que desrespeitarem a tabela de frete, com sanções a empresas e acionistas. O Executivo também zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel e criou incentivos para produtores e importadores, na tentativa de segurar o preço nas bombas.
O que é o piso mínimo do frete
Trata-se de uma tabela que define o valor mínimo a ser pago por quilômetro rodado, levando em conta custos como combustível, manutenção e depreciação do veículo. Motoristas reclamam que, sem fiscalização efetiva, acabam transportando cargas abaixo desse limite.
O resultado da assembleia dos caminhoneiros será divulgado ainda hoje.
Com informações de Gazeta do Povo