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Preço do café moído cai 1,47% e carne bovina recua 0,94% após tarifa de 50% dos EUA, indica IPCA-15

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O café moído e a carne bovina ficaram mais baratos para o consumidor brasileiro no primeiro levantamento do IBGE que já capta parte dos efeitos do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos aos produtos nacionais. Segundo o IPCA-15 de agosto, divulgado nesta terça-feira (26), o preço do café caiu 1,47% e o das carnes recuou, em média, 0,94% entre 16 de julho e 14 de agosto.

Impacto no grupo alimentação e no índice geral

A redução desses itens contribuiu para deflação de 0,53% na categoria alimentação e bebidas e de 0,14% no indicador geral do IPCA-15 no período.

Queda generalizada no café

A retração do café moído ocorreu em todas as capitais pesquisadas, com destaque para Belo Horizonte (-1,96%), Belém (-1,92%) e Goiânia (-1,78%). Mesmo com a alta de 0,52% na alimentação fora de casa, o preço do cafezinho baixou 0,52% (-0,62% em São Paulo e ‑0,22% em Porto Alegre).

Descontos em vários cortes de carne

Entre as carnes, as principais quedas foram registradas em filé mignon (-2,85%), capa de filé (-2,35%), costela (-2,26%) e patinho (-1,59%). Contrafilé (-1,07%), picanha (-0,65%) e alcatra (-0,38%) também apresentaram deflação.

Outros grupos em queda

No grupo habitação, houve recuo de 1,13%, influenciado pela redução de 4,93% na energia elétrica após a incorporação do bônus de Itaipu.

Oferta interna maior após sobretaxa

Café e carne bovina não foram incluídos na lista de quase 700 produtos isentos das novas tarifas americanas. Analistas já previam que a oferta maior no mercado doméstico pressionaria os preços para baixo.

Exportações no primeiro semestre

Entre janeiro e junho de 2025, o café em grão foi o produto agropecuário mais vendido aos EUA, somando US$ 1,17 bilhão (16% das exportações do setor). A carne bovina ficou em segundo lugar, com US$ 1,03 bilhão, sendo US$ 791 milhões em proteína desossada congelada e US$ 239 milhões em carne industrializada.

Frutas, pescados e óleos também recuam

O IPCA-15 apontou deflação em frutas (-3,72%), pescados (-1,1%) e óleos e gorduras (-4,22%). Entre as frutas, a manga liderou a queda (-20,99%), seguida por maracujá (-11,68%), laranja-baía (-8,31%) e uva (-6,61%). Já o morango subiu 11,18%. Nos pescados, os maiores recuos foram em peixe-filhote (-3,46%) e peixe-cavala (-2,62%).

Com informações de Gazeta do Povo