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Crise do Caso Master leva BRB a cortar 60% dos patrocínios e repensar contrato com Flamengo

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Brasília – O Banco de Brasília (BRB) publicou no Diário Oficial do Distrito Federal desta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, uma redução de quase 60% nos valores destinados a patrocínios. O orçamento caiu de aproximadamente R$ 120 milhões em 2025 para R$ 50 milhões neste ano, sob comando da nova diretoria.

A contenção de despesas ocorre após prejuízos decorrentes da compra de “títulos podres” do Banco Master, liquidado em novembro de 2025 em operação conjunta da Polícia Federal e da Receita Federal. Estima-se que o BRB tenha aplicado até R$ 12 bilhões nesses papéis, comprometendo de forma bilionária o caixa da instituição pública do Distrito Federal.

Impacto sobre o Flamengo

Principal patrocinado do banco, o Flamengo — cuja parceria começou em 2020 — também sofrerá ajustes. Hoje, o clube recebe entre R$ 32 milhões e R$ 40 milhões por temporada, somando cotas fixas e variáveis. O contrato atual expira em 31 de março.

Segundo levantamento interno do BRB, a previsão para o novo acordo não deve ultrapassar R$ 26 milhões na parte fixa, além de cerca de R$ 15 milhões relativos ao cartão “BRB Fla”. Em termos reais, o valor representa um congelamento, já que não repõe a inflação. O banco avalia ainda terceirizar a gestão do cartão Nação BRB Fla para uma empresa com capital próprio.

Reavaliação de contratos e foco regional

Em nota, o BRB informou que todos os patrocínios estão sendo reavaliados “com critérios técnicos e estratégicos, observando economicidade, transparência e governança”. A instituição ressaltou a intenção de concentrar investimentos na base de atuação, o Distrito Federal.

Recapitalização e estabilidade

Por determinação do Banco Central, a diretoria do BRB apresentou plano de recapitalização para recompor o capital mínimo exigido. Como sociedade de economia mista controlada pelo governo do DF, o banco não descarta adotar medidas preventivas adicionais caso seja necessário aporte financeiro, embora afirme manter solidez e descartar riscos às operações devido ao caso Master.

Com informações de Gazeta do Povo