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Novo presidente do BRB confirma pedido de ajuda ao FGC após perdas com carteiras do Banco Master

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O recém-empossado presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou que a instituição recorrerá ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para reforçar seu capital após prejuízos provocados pela compra de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master, operação estimada em R$ 12,2 bilhões.

Em entrevista publicada neste sábado, 24 de janeiro de 2026, Souza assegurou que o banco controlado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) “não vai quebrar, não sofrerá intervenção nem liquidação” pelo Banco Central. Segundo ele, o Executivo local garantirá aportes complementares, enquanto o FGC deve oferecer uma linha emergencial para atender à determinação do regulador de provisionar R$ 2,6 bilhões referentes às perdas.

Negociação em curso

De acordo com o presidente, o BRB já negocia as condições do empréstimo com o FGC, que costuma praticar juros mais baixos e prazos alongados. Para viabilizar a operação, o GDF deverá apresentar garantias, como ações de empresas estatais, com expectativa de conclusão ainda no primeiro trimestre de 2026.

As estimativas iniciais indicam prejuízo entre R$ 1,6 bilhão e R$ 2,2 bilhões, mas analistas consideram que o valor pode ser maior. Mesmo assim, o banco divulgou nota no último dia 19 reafirmando “suficiência patrimonial” e operação normal, sem risco de intervenção.

Fraude descoberta em 2025

A aquisição das carteiras fraudulentas veio à tona em 2025 durante a Operação Compliance Zero, que levou ao afastamento de Paulo Henrique Costa da presidência do BRB e à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A apuração também envolveu uma rede de negócios ligada aos irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

Souza, que assumiu o comando do banco em 27 de novembro de 2025, informou ainda que o BRB trabalha em um plano de venda dos ativos adquiridos do Master para reforçar capital próprio enquanto prosseguem as auditorias internas e as investigações do Banco Central.

Com informações de Gazeta do Povo