Brasília – O Banco de Brasília (BRB) afirmou nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, que uma eventual injeção de recursos do Governo do Distrito Federal (GDF), seu acionista controlador, não retirará dinheiro destinado a políticas públicas.
Em nota, a instituição destacou que dispõe de um plano de recomposição de capital para fazer frente às perdas registradas após o escândalo que levou à liquidação do Banco Master, do qual o BRB se tornou credor. “Eventuais aportes do acionista controlador não retiram recursos previstos no orçamento para políticas públicas”, informou o banco.
O problema teve origem em março de 2025, quando o conselho do BRB aprovou a compra de 58% do capital do Banco Master por cerca de R$ 2 bilhões. Com a quebra do Master, o banco brasiliense passou a contabilizar prejuízos e hoje apura o tamanho do rombo por meio de auditoria interna.
Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo apontou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, teria pressionado o GDF a aportar R$ 4 bilhões no BRB sob ameaça de intervenção federal. Haddad negou a informação no mesmo dia.
No comunicado desta segunda, o BRB reforçou que permanece sólido, com patrimônio suficiente para cumprir exigências regulatórias, e afirmou não haver risco de intervenção. A instituição também avalia a venda de ativos recuperados do Banco Master como forma de reforçar seu capital.
Além da esfera financeira, o banco ressaltou seu papel no desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal e de outras regiões onde atua.
Com informações de Gazeta do Povo