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BRB adia balanço de 2025 por auditoria inacabada e acende alerta de intervenção

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Brasília – O Banco de Brasília (BRB) comunicou, na noite de terça-feira (31), que não publicará o balanço consolidado de 2025 dentro do prazo determinado pelo Banco Central (BC). A instituição atribuiu o atraso à necessidade de concluir a auditoria forense que apura as perdas ligadas ao escândalo financeiro do banco Master.

Fato relevante enviado à CVM

Em fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o BRB informou que as demonstrações financeiras do terceiro e do quarto trimestres de 2025 também serão postergadas. O BC havia definido 31 de março como data-limite para a divulgação dos números e para a comprovação de patrimônio líquido suficiente a fim de evitar uma possível intervenção.

Perdas de R$ 12,2 bilhões em créditos falsificados

O banco distrital é investigado por ter adquirido R$ 12,2 bilhões em créditos supostamente falsificados do Master. A fraude foi revelada em novembro de 2025 pela Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, e resultou na liquidação do banco Master. Desde então, o BRB tenta recompor o capital mínimo prudencial exigido pelos reguladores.

Relatório do TCU e recuperação parcial dos valores

Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que o BRB negociou bilhões de reais em ativos classificados genericamente como “Diversos”, sem comprovação de existência ou liquidez. Segundo o banco, aproximadamente R$ 10 bilhões foram recuperados ao longo de 2025, o que teria reduzido parte do impacto financeiro.

Empréstimo travado na Justiça

Para reforçar o caixa, o Governo do Distrito Federal solicitou autorização da Câmara Legislativa (CLDF) para contratar empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a outras instituições, oferecendo nove imóveis públicos como garantia. A operação, porém, está suspensa por decisão judicial.

O adiamento do balanço agrava as incertezas sobre a real situação financeira do BRB e pressiona a confiança de clientes e investidores, em meio ao risco de uma intervenção caso o banco não comprove solidez patrimonial.

Com informações de Gazeta do Povo