Brasília – O Banco Central informou que R$ 10,46 bilhões permaneciam esquecidos em bancos e demais instituições financeiras em agosto. O montante pertence a mais de 53 milhões de pessoas e empresas cadastradas no Sistema de Valores a Receber (SVR).
Do total, R$ 8,08 bilhões estão em nome de 48,4 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 2,37 bilhões aguardam solicitação de 4,56 milhões de empresas. Os dados, com defasagem de dois meses, foram divulgados na terça-feira (7).
Resgates desde o lançamento
Em agosto, os pedidos de saque somaram R$ 396,7 milhões. Desde que o sistema entrou no ar, em fevereiro de 2022, já foram devolvidos R$ 11,74 bilhões: R$ 8,66 bilhões a 30,3 milhões de pessoas físicas e R$ 3,08 bilhões a 3,2 milhões de empresas.
Valores predominantes são baixos
Mesmo com cifras bilionárias disponíveis, 64% dos correntistas têm a resgatar quantias de até R$ 10. Apenas 1,8% possuem valores acima de R$ 1 mil.
Onde está o dinheiro
Segundo o BC, os recursos estão distribuídos principalmente em:
- R$ 5,9 bilhões em bancos;
- R$ 3,1 bilhões em administradoras de consórcio;
- R$ 864 milhões em cooperativas de crédito;
- Demais valores em instituições de pagamento, financeiras, corretoras e distribuidoras.
As origens mais frequentes incluem contas correntes ou poupanças encerradas, tarifas cobradas indevidamente, cotas de cooperativas de crédito, recursos de consórcios finalizados e saldos residuais em contas de pagamento.
Como consultar e solicitar o resgate
1. Ter conta nível prata ou ouro no portal gov.br, com verificação em duas etapas;
2. Acessar valoresareceber.bcb.gov.br;
3. Informar CPF e data de nascimento (pessoa física) ou CNPJ e data de abertura (pessoa jurídica);
4. Caso existam valores, clicar em “Acessar o SVR”;
5. Escolher “Solicitar por Aqui” ou “Solicitar via Instituição”. Se a instituição não estiver habilitada para devolução via Pix, o contato deve ser feito por e-mail ou telefone.
Recursos ainda não migraram para o Tesouro
Embora o Congresso tenha autorizado, em 2024, que o Tesouro Nacional recolha os valores não resgatados, o Ministério da Fazenda afirma que o procedimento não foi iniciado. Dessa forma, não há prazo limite para que correntistas solicitem o dinheiro, que segue sob custódia das instituições até a requisição do titular.
Com informações de Gazeta do Povo