Brasília – A criação de empregos formais no Brasil somou 112.340 vagas em janeiro de 2026, recuo de 27,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram gerados 154.428 postos de trabalho. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
No primeiro mês do ano, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou 2.200.661 admissões e 2.088.321 desligamentos. O saldo é o mais baixo para um mês de janeiro desde 2023, quando foram criadas 90.090 vagas.
Saldo setorial
Quatro dos cinco grandes setores apresentaram resultado positivo:
- Indústria: +54.991 empregos
- Construção: +50.545
- Serviços: +40.525
- Agropecuária: +23.073
- Comércio: −56.800 (impacto sazonal após as vendas de fim de ano)
Desempenho por estado
Dezoito das 27 unidades da federação fecharam janeiro no azul. Os maiores saldos ocorreram em Santa Catarina (+19.000), Mato Grosso (+18.731) e Rio Grande do Sul (+18.421). Em termos proporcionais, Mato Grosso liderou, com alta de 1,9% no emprego formal.
Remuneração
O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.389,78, crescimento de 3,3% frente a dezembro e de 1,77% na comparação anual. Entre as vagas abertas, 58% foram classificadas como típicas, com remuneração média de R$ 2.428,67, enquanto as não típicas, que representaram 42% do total, pagaram em média R$ 2.136,37 — valor 10,6% menor que a média geral.
Estoque de trabalhadores
Mesmo com a desaceleração, o estoque de empregos formais alcançou 48,57 milhões em janeiro, acima dos 48,46 milhões registrados em dezembro de 2025 e dos 47,35 milhões apurados em janeiro do ano passado.
Perspectivas
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o país pode igualar ou superar, em 2026, o resultado de 2025 — 1,27 milhão de novos postos — caso a taxa básica de juros, hoje em 15% ao ano, seja reduzida pelo Banco Central. “Acredito que o juro vai baixar, permitindo o crescimento da economia”, declarou.
Com informações de Gazeta do Povo