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BC liquida Will Bank e possível socorro ao FGC chega a R$ 6,5 bilhões

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O Banco Central (BC) decretou na manhã desta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, a liquidação extrajudicial do Will Bank. A medida pode exigir até R$ 6,5 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que já contabiliza uma exposição de R$ 40,6 bilhões relacionada ao Banco Master, controlador da instituição digital.

Segundo o BC, a intervenção foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira do Will Bank, pela constatação de insolvência e pela relação de controle com o Banco Master S.A., liquidado no fim de 2025 após suspeitas de fraudes na venda de carteiras de crédito de R$ 12 bilhões ao Banco de Brasília (BRB).

Dados preliminares do regulador apontam que o Will Bank possui R$ 6,5 bilhões em depósitos a prazo. O valor exato que recairá sobre o FGC dependerá da verificação do liquidante, respeitando o limite de cobertura de até R$ 250 mil por CPF.

Administração especial não foi suficiente

O Will Bank estava sob Regime de Administração Especial Temporária (RAET) desde 18 de novembro de 2025, mas, segundo o BC, o plano não se mostrou viável. No dia 19 de janeiro deste ano, a instituição descumpriu a grade de pagamentos acordada com a Mastercard, o que resultou no bloqueio de sua participação nesse arranjo de pagamentos.

Histórico da instituição

Criado em 2017 já como banco digital, o Will Bank foi adquirido pelo Master em 2024 e, na época, afirmava ter mais de 9 milhões de clientes. No terceiro trimestre de 2025, a instituição detinha 0,57% dos ativos e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional.

Posicionamento do Banco Master

Em nota, o Banco Master declarou que o Will Bank possuía administração própria e operou “regularmente” sob o conglomerado até 17 de novembro de 2025. A partir de então, a gestão passou ao BC dentro do RAET. A defesa do controlador Daniel Vorcaro disse que ele segue colaborando com as autoridades.

Com a liquidação, caberá ao liquidante nomeado pelo Banco Central avaliar o montante devido a cada depositante e acionar o FGC para o pagamento das garantias.

Com informações de Gazeta do Povo