O Banco Central decretou nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. – conhecida no mercado como Will Bank. A instituição, adquirida pelo Banco Master em 2024, estava sob Regime de Administração Especial Temporária (RAET) desde novembro, quando o controlador foi liquidado.
Em nota, a autoridade monetária afirmou que a medida tornou-se “inevitável” diante do comprometimento econômico-financeiro do Will Bank, de sua insolvência e do vínculo societário com o Banco Master, já em liquidação extrajudicial desde 18 de novembro de 2025.
Descumprimento com a Mastercard precipitou decisão
A saída definitiva do mercado ocorreu após a fintech não honrar, em 19 de janeiro, a grade de pagamentos estabelecida com a Mastercard Brasil Soluções de Pagamentos Ltda. O inadimplemento resultou no bloqueio imediato da participação do Will no arranjo de pagamentos da bandeira, fato que inviabilizou a continuidade do RAET.
Números do Will Bank
Dados do Banco Central indicam que o Will Bank possuía:
- R$ 14,4 bilhões em ativos;
- Prejuízo de R$ 244,7 milhões;
- Patrimônio líquido próximo de R$ 300 milhões;
- 0,57% do ativo total e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional.
Lançado em 2017 como banco digital, o Will chegou a comunicar ao mercado uma base superior a 9 milhões de clientes antes de ser incorporado ao conglomerado Master.
Segunda liquidação do ano
O encerramento das atividades do Will Bank é o segundo decretado pelo Banco Central em 2026. Na semana anterior, a Reag Investimentos também entrou em liquidação amid suspeitas de operações fraudulentas envolvendo o Banco Master. Além disso, a autarquia determinou a liquidação da Advanced Corretora de Câmbio Ltda., sem relação direta com o caso Master.
Conforme prevê a legislação, os bens dos controladores e ex-administradores do Will Bank ficam indisponíveis enquanto a autarquia apura responsabilidades administrativas e possíveis comunicações a outras autoridades competentes.
Com informações de Gazeta do Povo