Brasília – A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) criticou nesta quinta-feira (19) o pacote do governo federal que endurece a fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário, medida adotada para conter a ameaça de greve dos caminhoneiros em meio à alta internacional do diesel.
Fiscalização em 100% das viagens
O Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) determinaram o monitoramento eletrônico de todas as operações de carga. Transportadoras que pagarem abaixo da tabela oficial poderão ter o registro suspenso, perder a licença em casos graves e ficar proibidas de firmar novos contratos.
Críticas do agronegócio
A FPA sustenta que a metodologia da ANTT ignora particularidades regionais, o frete de retorno — quando o caminhão volta vazio — e as diferenças entre tipos de carga. Para os parlamentares do setor, o “piso único” gera custos artificiais, reduz eficiência e ameaça a competitividade de um segmento responsável por quase um quarto do PIB brasileiro.
Influência externa no preço do diesel
A escalada do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio pressionou o valor do diesel, principal despesa do transporte rodoviário. A bancada ruralista defende que o Executivo concentre esforços na estabilização energética e avalie a atual mistura obrigatória de biodiesel para reduzir o impacto nos preços.
Pressão dos caminhoneiros
Lideranças da categoria afirmam que o setor está em “estado de paralisação” e aguardam a publicação oficial das regras no Diário Oficial da União. Só então decidirão se o bloqueio eletrônico contra infratores atende às reivindicações e evita a greve nacional.
As novas diretrizes entram em vigor assim que forem formalizadas pelo governo.
Com informações de Gazeta do Povo