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Alckmin barra trechos de MP do setor elétrico que evitam alta de R$ 7 bilhões na conta de luz

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Brasília – No exercício da Presidência da República, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) vetou nesta terça-feira (25) partes da medida provisória da reforma do setor elétrico que poderiam repassar cerca de R$ 7 bilhões aos consumidores.

Os vetos, publicados no Diário Oficial da União, atingem:

  • a mudança no cálculo do preço de referência do petróleo, gás natural e condensado usada para definir royalties;
  • o dispositivo que autorizava o ressarcimento de usinas eólicas e solares por cortes de geração (curtailment) com repasse direto às tarifas.

Segundo a justificativa do governo, a nova fórmula para os royalties poderia criar insegurança jurídica, abrir margem para ações judiciais e comprometer investimentos em curso no setor de óleo e gás.

Em relação ao curtailment, o Palácio do Planalto alegou que obrigar ressarcimentos retroativos elevaria significativamente as tarifas e incentivaria a sobreoferta de energia, pressionando ainda mais os preços.

Contrapontos no Congresso

A inclusão do ressarcimento havia sido proposta pelo deputado Danilo Fortes (União-CE) na reta final da tramitação da MP. A Abrace, que representa grandes consumidores, calculou que a medida aumentaria a conta de luz em R$ 7 bilhões entre setembro de 2023 e dezembro de 2025.

O que permanece na MP

O Executivo manteve a regra que prevê pagamentos a geradoras quando os cortes decorrem de falhas técnicas na rede e confirmou a prorrogação da compra de energia de usinas a carvão até 2040. “Ainda precisamos dessas fontes para dar segurança ao sistema”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

A decisão atende à orientação de Silveira, que havia anunciado o veto antecipadamente e defendeu manter o atual plano de investimentos da Petrobras.

Com a publicação dos vetos, o texto segue agora para análise do Congresso, que pode mantê-los ou derrubá-los.

Com informações de Gazeta do Povo