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Alckmin vê impacto limitado para o Brasil em possível tarifa de Trump sobre países que comerciam com o Irã

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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira (15) que uma eventual tarifa de 25% anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump contra nações que mantêm relações comerciais com o Irã não deve atingir significativamente o Brasil.

Trump mencionou a medida em reação à intensificação da repressão do regime iraniano a protestos populares no início de 2026. Alckmin, porém, afirmou à EBC que o volume de transações brasileiras com Teerã é reduzido. “A maioria dos países tem algum tipo de exportação para o Irã; a nossa relação comercial é pequena”, declarou.

Segundo o vice-presidente, eventuais sobretaxas teriam peso maior sobre economias europeias com laços comerciais mais robustos com o país do Oriente Médio. Ele também questionou a viabilidade da iniciativa. “Para aplicar, seria preciso atingir mais de 70 países”, observou.

Alckmin ressaltou que ainda não há decisão oficial do governo dos Estados Unidos nem clareza sobre quais produtos seriam incluídos em uma possível taxação. O tema, informou, está sob negociação do Ministério das Relações Exteriores, enquanto o MDIC atua na expansão das exportações brasileiras e na redução de barreiras.

O vice-presidente lembrou que, no sábado, está prevista a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia. “Vamos trabalhar para que não haja tributação no caso do Irã, não só para nós, mas para o mundo”, disse.

Em 2025, o Irã foi o 11º destino das vendas externas do agronegócio brasileiro, respondendo por 1,73% do total. Nas importações, ocupou a 42ª posição, ainda que exerça papel relevante no fornecimento de fertilizantes, especialmente ureia.

Com informações de Gazeta do Povo