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Mulher australiana que envenenou parentes receberá pena de prisão perpétua sem liberdade condicional

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Erin Patterson, uma australiana condenada por envenenar a esposa de um pastor e outros dois membros da família, cumprirá prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Sua apelação foi rejeitada pela corte do estado de Victoria.

Em 2025, Patterson foi sentenciada pelo assassinato de Don e Gail Patterson, seus ex-sogros, e da irmã de Gail, Heather Wilkinson. Ela também foi responsabilizada pela tentativa de homicídio do marido de Heather, Ian Wilkinson, que adoeceu gravemente após a refeição, mas conseguiu se recuperar.

O crime ocorreu em julho de 2023, quando Erin serviu um prato de beef Wellington a quatro convidados em sua casa em Leongatha, Victoria, que continha cogumelos venenosos. Inicialmente, a pena prevista para ela incluía a possibilidade de liberdade condicional após 33 anos, mas a Corte de Apelação aumentou a severidade da pena, eliminando essa chance.

Os juízes Stephen McLeish, Lesley Taylor e Peter Kidd descreveram o ato como “extraordinariamente frio e calculado”, ressaltando que a gravidade do crime tornava inadequado qualquer período mínimo antes da liberdade condicional. McLeish afirmou que Patterson havia planejado meticulosamente os assassinatos, desde o convite até o preparo da refeição.

Após a decisão, Patterson acompanhou a audiência por videoconferência, enquanto estava detida em uma prisão feminina de segurança máxima. A decisão foi bem recebida por investigadores e promotores, assim como por Simon Patterson, ex-marido de Erin.

Durante a apelação, os promotores argumentaram que os assassinatos estavam entre os mais graves possíveis, solicitando a remoção total da chance de liberdade condicional. A defesa de Patterson alegou que ela não teve um julgamento justo devido a um erro de reserva de hotel que expôs jurados a promotores e jornalistas, mas essa alegação foi rejeitada pelos juízes.

Erin Patterson sempre negou saber que os cogumelos eram venenosos. Ela ainda pode tentar um recurso ao Tribunal Superior da Austrália nos próximos 28 dias.

Fonte: Gospel Mais.