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Líder evangélico considera derrota do Partido Republicano um possível “castigo divino”

Militantes Partido Republicano oracao EUA
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Tony Perkins, líder evangélico e presidente do Family Research Council, afirmou que a recente derrota do Partido Republicano nas eleições americanas pode ser vista como um “castigo divino”. Em entrevista ao The Christian Post, ele argumentou que a perda reflete o afastamento do partido de princípios morais cristãos, especialmente na defesa da vida.

Perkins destacou que a mudança nas políticas do Partido Republicano, em particular em relação ao aborto, contribuiu para a sua situação atual. Ele criticou a nova plataforma aprovada durante a convenção nacional de julho de 2024, que diminuiu o foco em compromissos pró-vida, mencionando o tema apenas uma vez, enquanto em 2016 era citado 35 vezes.

Durante a conversa com a ex-deputada Michele Bachmann, na noite da eleição, Perkins fez um alerta sobre a necessidade do partido reconhecer o seu enfraquecimento em questões morais. “Parte disso pode ser um castigo sobre um partido que se tornou complacente em questões de valores e princípios morais”, afirmou.

Além disso, ele criticou a administração de Donald Trump por manter políticas que facilitam o acesso a medicamentos abortivos. Segundo Perkins, o número de abortos nos Estados Unidos aumentou, com dados do Instituto Guttmacher indicando um crescimento de 930 mil em 2020 para mais de 1 milhão desde 2023.

O líder evangélico também observou uma queda na participação dos eleitores evangélicos, que representaram 17% do eleitorado nas últimas eleições, em comparação a 23% em 2024. Ele enfatizou que o Partido Republicano não deve assumir que continuará recebendo apoio dos cristãos apenas por seu histórico conservador.

“Não podemos considerar garantido que o Partido Republicano, que durante anos foi o partido pró-vida e defendeu a santidade da vida humana, do casamento e da família, continuará sendo assim”, advertiu Perkins.

Por fim, ele instou os cristãos a continuarem envolvidos na política, mas a não permitirem que sua identidade seja definida por uma única legenda. “Precisamos estar dispostos a criticar quando eles não estiverem fazendo o que é certo”, concluiu.

Fonte: Folha Gospel.