Home / Política / Número de mortos em ataque russo na Ucrânia chega a 50

Número de mortos em ataque russo na Ucrânia chega a 50

Ataque russo a centro de ajuda humanitaria deixa 50 mortos na Ucrania
Spread the love

O bombardeio realizado por forças russas contra um centro de distribuição de ajuda humanitária em Zaporizhzhia, na Ucrânia, resultou em 50 mortos, conforme anunciado pelo Serviço de Emergências ucraniano nesta sexta-feira, 6 de novembro. O ataque, que ocorreu no dia 2 de novembro, atingiu uma antiga escola na localidade de Komyshuvakha, onde civis recebiam alimentos e outros itens de assistência.

O prédio também abrigava um abrigo subterrâneo, utilizado por moradores para se proteger dos ataques. As equipes de resgate continuam as buscas por possíveis vítimas sob os escombros, que já duram cinco dias. O governador interino da região, Mykhailo Semikin, chegou a informar um número preliminar de 53 mortos, mas ainda não há confirmação oficial sobre o total de vítimas.

Segundo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, o ataque foi realizado em duas etapas: a primeira bomba atingiu a escola, enquanto outras nove bombas foram lançadas sobre o abrigo subterrâneo, onde civis e equipes de socorro buscavam proteção. Zelensky classificou o ataque como um ato deliberado, afirmando que as forças russas tinham conhecimento da presença de civis no local.

A missão de monitoramento dos direitos humanos da ONU também condenou o ataque, destacando que as forças russas não tomaram as precauções necessárias para evitar mortes de civis. O governo russo, por sua vez, não comentou diretamente sobre o incidente.

Este ataque ocorre em um momento delicado, em meio a novas tentativas de negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. As delegações dos dois países devem se reunir em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, nos dias 10 e 11 de novembro, com mediação dos Estados Unidos. Zelensky ressaltou que o bombardeio evidencia a falta de disposição da Rússia em reduzir as hostilidades e defendeu a inclusão da suspensão dos ataques contra infraestrutura civil nas negociações.

Fonte: Revista Oeste.