A vereadora Alana Passos, do PL, formalizou um pedido ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal do Rio de Janeiro nesta quinta-feira, 5 de novembro de 2026. Ela solicita a investigação do vereador Rick Azevedo, do Psol, por ofensas proferidas durante uma discussão no plenário, onde ele se referiu a ela como “fracassada” e “minúscula”, considerando o episódio uma clara manifestação de misoginia.
Em um ofício dirigido ao presidente da Câmara, Carlo Caiado, Alana caracterizou as declarações de Rick como uma “explícita manifestação de misoginia”. O vereador, que é conhecido por sua militância em prol do movimento Vida Além do Trabalho, fazia um discurso sobre o fim da escala 6×1 quando direcionou suas críticas à colega.
Durante o debate, Rick afirmou que Alana deveria “fazer uma campanha melhor” para se eleger como deputada federal, insinuando que sua atuação política era um fracasso. Ele também a acusou de hipocrisia em relação aos direitos das famílias trabalhadoras, o que gerou um acirramento nas discussões, que continuaram mesmo após o término da sessão.
O pedido de Alana é respaldado por um histórico de ofensas, incluindo um episódio anterior em que Rick a chamou de “porca” e “escravocrata” em um vídeo. A vereadora já havia levado o colega à Presidência da Câmara em 29 de setembro, por denúncias de assédio moral e uso indevido de recursos do gabinete.
No novo ofício, Alana cita uma resolução da Câmara que considera inadequado o uso de palavras ou gestos que desrespeitem a dignidade dos demais vereadores. O próximo passo agora é que a Presidência encaminhe o caso ao Conselho de Ética para avaliar se houve quebra de decoro.
Na mesma sessão em que ocorreu o embate, Alana também denunciou possíveis práticas de assédio eleitoral por parte da Prefeitura do Rio, alegando que professores estariam sendo pressionados a comparecer a um evento com fins políticos. Ela anunciou a coleta de assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o caso, afirmando que não pode se omitir diante dessa situação.
Fonte: Revista Oeste.









