Em uma noite de outubro da década de 1980, um jovem na comunidade de Woolmarket, em Biloxi, Mississippi, enfrentava uma crise existencial. Enquanto contemplava o céu estrelado, ele se perguntava sobre o significado da vida e a autenticidade da fé cristã. Apesar de amar Jesus e sua igreja, o garoto via também as falhas do contexto religioso ao seu redor, como preconceito e injustiça, e começou a duvidar: “E se tudo o que eu acreditava não fosse verdade?”
Mas algo mudou naquela noite. Ele experimentou uma sensação que, anos depois, entenderia como um chamado espiritual. A conexão com as Escrituras e a contemplação do cosmos despertaram nele um sentimento profundo, embora ele lutasse para expressá-lo com palavras. Ao longo dos anos, dedicou-se ao estudo da teologia e dos argumentos a favor da ortodoxia cristã, acreditando que a maturidade significava focar em um Deus grandioso e em uma teologia complexa.
Hoje, ao ser questionado por amigos não cristãos sobre por que ainda acredita, Moore revela que sua fé se fortaleceu com o tempo. Ele argumenta que uma visão materialista do universo não consegue explicar a maravilha e a dignidade da experiência humana. Para ele, a ressurreição de Jesus é um evento que se sustenta em testemunhos de pessoas que mantiveram sua crença, mesmo diante da morte.
Além dos argumentos racionais, Moore lembra da experiência pessoal que teve naquela noite sob as estrelas. Ele vê Cristo em meio às instituições religiosas e reconhece que, embora essas instituições possam falhar, a essência de sua fé permanece intacta. Para ele, a verdadeira fé não é apenas uma coleção de proposições, mas uma relação viva e pessoal com Jesus.
Ao longo de sua jornada, Moore aprendeu a valorizar tanto os aspectos objetivos da fé quanto as experiências subjetivas que a sustentam. Ele conclui que, ao reconhecer a voz de Jesus em sua vida, pode afirmar com convicção: “Eu amo Jesus”.
Fonte: Christianity Today.










