Ativistas de esquerda têm espalhado cartazes informais nos Estados Unidos com a foto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a palavra “procurado”. Os materiais listam diversas acusações contra o parlamentar, incluindo tentativa de golpe, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e crimes contra o Estado Democrático de Direito.
Apesar da gravidade das alegações, Flávio Bolsonaro não é considerado foragido, não possui condenações relacionadas a essas acusações e não consta como procurado pela Justiça. Os cartazes foram criados por ativistas e não têm respaldo de ordens judiciais ou comunicados oficiais de autoridades policiais.
O senador é alvo de duas investigações no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma delas, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, investiga suspeitas de lavagem de dinheiro através de plataformas de apostas, enquanto a outra apura o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio deixou o Brasil em 27 de outubro, dois dias após a derrota nas eleições presidenciais para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), levando sua família. A decisão de deixar o país foi tomada devido a temores em relação a possíveis ações do ministro Alexandre de Moraes. A Polícia Federal havia solicitado a apreensão do passaporte do senador logo após o anúncio do resultado das eleições, o que foi autorizado por Moraes, embora isso não o classifique como foragido.
Os cartazes distribuídos nos EUA também acusam o ex-presidente Donald Trump de ter influenciado a saída de Flávio do Brasil e de suposta interferência nas eleições brasileiras. O governo dos EUA negou qualquer envolvimento na saída do senador. No último sábado (31), o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o governo não participou da saída de Flávio, que recebeu permissão de Trump para entrar e permanecer no país.
A preocupação sobre uma possível interferência externa nas eleições brasileiras foi expressa pelo governo do Brasil. Antes do segundo turno, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, mencionou que representantes do governo Trump estiveram envolvidos nas discussões eleitorais.
Atualmente, Flávio Bolsonaro continua nos Estados Unidos e, no último domingo (1º), participou de um culto evangélico em Fort Lauderdale, na Flórida, ao lado de sua família.
Fonte: Gazeta Do Povo.









