O pastor britânico Steve Timmis, ex-CEO da rede de plantação de igrejas Acts 29, foi acusado de estupro pela polícia de South Yorkshire. As autoridades anunciaram no dia 29 de outubro que Timmis e sua esposa, Janet, enfrentam oito acusações de estupro relacionadas a um único caso, ocorrido entre maio e setembro de 2008.
A polícia não forneceu detalhes sobre as circunstâncias que levaram às acusações, mas solicitou que ex-membros da igreja de Timmis, The Crowded House, colaborassem com informações sobre o incidente. Não está claro se a vítima estava ligada à congregação, que é conhecida por seu enfoque em comunidades evangélicas intensivas.
A situação de Timmis já havia gerado controvérsia em 2020, quando ele foi demitido da Acts 29 após alegações de abuso espiritual. Um relatório do Christianity Today na época revelou que cerca de 15 ex-colaboradores relataram padrões de intimidação e bullying sob sua liderança, resultando em sua saída da organização.
A demissão de Timmis provocou uma discussão mais ampla entre os cristãos britânicos sobre abuso espiritual e a necessidade de distinguir entre uma mensagem desafiadora e uma cultura tóxica de controle. A igreja The Crowded House, da qual Timmis se afastou, passou a se chamar Redeemer Church Sharrow Vale e contratou uma investigação independente sobre sua liderança.
A Redeemer Church emitiu um comunicado expressando choque e tristeza pelas acusações, afirmando que está colaborando plenamente com a polícia e incentivando qualquer pessoa com informações relevantes a se manifestar.
Após sua saída da Acts 29, Timmis se envolveu com a Eastside Community Church, em Sheffield. Apesar das acusações, Brian Brown, um pastor americano associado à igreja, defendeu a parceria e questionou o inquérito policial, embora não tenha comentado sobre o caso específico.
O casal Timmis deve comparecer a uma audiência inicial no dia 1º de dezembro.
Fonte: Christianity Today.









