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Daniel Vorcaro recorre à CIDH para obter liberdade provisória

vorcaro editor
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A defesa de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, solicitou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) a concessão de liberdade provisória para o empresário. Ele está preso preventivamente desde março de 2026 e, segundo seus advogados, a Justiça brasileira não designou um juiz para analisar o pedido de soltura feito em 18 de setembro.

Os advogados de Vorcaro criticam a suspensão de processos relacionados ao Banco Master pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Essa suspensão, segundo eles, deixou o pedido de liberdade sem uma instância que pudesse avaliar a situação. O ex-banqueiro permanece detido sem que haja uma denúncia formal da Procuradoria-Geral da República ou uma ação penal em andamento.

A defesa da Vorcaro requer que a CIDH intime o Brasil a indicar um juiz competente em um prazo de cinco dias. Eles também ressaltam que o ex-banqueiro aguarda há mais de 40 dias por uma resposta ao seu pedido, sem ter uma instância superior para recorrer da demora.

Além das questões relacionadas à liberdade, os advogados levantam preocupações sobre a divulgação de dados pessoais de Vorcaro, incluindo informações extraídas de seu celular, que, segundo eles, violam seus direitos. A defesa também menciona a possibilidade de alteração de provas no caso.

Paralelamente ao recurso à CIDH, os advogados solicitaram uma reunião com Fachin, que ocorrerá nesta terça-feira, 3 de outubro. Fachin assumiu provisoriamente a condução do caso e pode abordar questões urgentes, como pedidos relacionados à prisão de Vorcaro.

A Polícia Federal indiciou Vorcaro e outras 13 pessoas, incluindo o ex-presidente do Banco Regional de Brasília, Paulo Henrique Costa, sob suspeitas de crimes contra o sistema financeiro. A defesa do ex-banqueiro considera o relatório policial prematuro e refuta as acusações.

Fonte: Revista Oeste.