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Flávio Bolsonaro deixa Brasil em operação secreta rumo aos EUA

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) saiu do Brasil em direção aos Estados Unidos em uma operação complexa, logo após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. A movimentação, que ocorreu nesta semana, envolveu o uso de diversos jatos particulares e veículos de apoio terrestre, com apoio logístico internacional para evitar bloqueios.

A logística da saída do senador incluiu uma viagem terrestre de cerca de 1.600 quilômetros, partindo de Brasília até a fronteira com a Argentina, na região de Foz do Iguaçu. Para despistar o monitoramento, seis veículos deixaram a residência da família em sequência. Inicialmente, Flávio Bolsonaro tentou alugar um jato em Brasília, mas o proprietário desistiu após a divulgação de ordens judiciais que restringiam sua permanência no país.

A operação contemplou o aluguel de pelo menos três jatos particulares de alto custo, com uma quarta aeronave como reserva. Esses aviões decolaram simultaneamente ou foram posicionados em locais estratégicos, como o Paraguai e Misiones, na Argentina, dificultando a identificação do transporte real da família. A aeronave utilizada fez uma escala no Equador antes de seguir para Miami.

Fontes indicam que o governo argentino, sob a liderança do presidente Javier Milei, enviou um assessor para coordenar as condições em Misiones. Além disso, representantes dos Estados Unidos teriam assumido temporariamente o controle no aeroporto de Porto Iguaçu, facilitando o embarque ao afastar autoridades locais de imigração e alfândega. Essa intervenção gerou questionamentos por parte de parlamentares democratas nos EUA, que solicitaram explicações ao secretário de Estado.

No que diz respeito à situação jurídica de Flávio Bolsonaro, ele não é considerado foragido, pois não há ordens de prisão ou condenações contra ele até o momento. A Polícia Federal brasileira está elaborando um relatório para detalhar a dinâmica da viagem e se houve auxílio ilegal na fuga. O senador afirmou que sua decisão de deixar o Brasil foi motivada por uma suposta perseguição e censura, e garantiu que continuará sua atuação política mesmo fora do país.

Fonte: Gazeta Do Povo.