Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, o Ibovespa viu uma queda expressiva de aproximadamente 18% na semana subsequente, enquanto o dólar à vista disparou 9,04%, marcando o maior aumento semanal desde 2008. No dia 30 de outubro, o principal índice da Bolsa brasileira recuou 0,75%, fechando a 167.922 pontos, o que representa cinco dias consecutivos de perdas e uma desvalorização total de 9,9% no mês.
A pressão sobre os ativos financeiros foi intensificada por incertezas relacionadas à nova equipe econômica e ao cenário fiscal do país. Juros futuros também registraram alta, refletindo a preocupação com a inflação.
A desvalorização do Ibovespa foi a mais acentuada desde março de 2020, quando a pandemia de covid-19 começou a impactar os mercados. Apesar de algumas ações, como as da Vale e da Petrobras, terem se valorizado na sexta-feira, essa recuperação não foi suficiente para evitar a pressão sobre o índice.
O dólar encerrou a sexta-feira valorizado em 1,05%, com a cotação alcançando R$ 5,44. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,38 e R$ 5,46. O aumento de 9% na semana é o maior desde a crise financeira de 2008. O euro também teve alta, avançando 1,12% e fechando em R$ 6,08.
Os juros futuros também reagiram, com investidores demandando taxas mais elevadas. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2028 subiu de 14,37% para 14,48%, enquanto os contratos para janeiro de 2029 e janeiro de 2031 também apresentaram elevações significativas.
Além das incertezas fiscais, o aumento do dólar e do petróleo elevou as preocupações com a inflação, com as taxas refletindo as expectativas de mercado. É importante ressaltar que esses índices não representam uma decisão do Banco Central sobre a Selic.
No cenário internacional, as bolsas norte-americanas fecharam em queda, impactadas por resultados trimestrais decepcionantes de empresas de tecnologia. O Nasdaq caiu 2,86%, enquanto o S&P 500 e o Dow Jones recuaram 1,82% e 1,09%, respectivamente.
Fonte: Revista Oeste.









