Uma gravação atribuída a Fábio Primo, presidente do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, revela um plano para adesivar ônibus do transporte público durante o segundo turno das eleições presidenciais, agendado para o dia 25 de outubro de 2026. O áudio, que vem sendo compartilhado nas redes sociais, orienta sobre a mobilização em garagens de empresas de transporte e a identificação dos veículos que estarão em circulação.
No conteúdo da gravação, o dirigente convoca os sindicalistas para se organizarem nas garagens, enfatizando que a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) deve liderar a ação. Ele destaca a importância da distribuição de materiais e a necessidade de identificar quem será responsável por cada garagem.
“Esse momento é crucial. A CTB sempre na vanguarda, sempre esteve à frente desses movimentos. Eu quero que todos os grupos estejam lá, mas eu quero que a CTB se responsabilize pelas garagens”, diz Primo no áudio.
Em um trecho adicional, o presidente do sindicato orienta os participantes a identificarem quais ônibus sairão das garagens. Como o número de adesivos será limitado, ele instrui que a adesivagem deve focar apenas nos veículos que estarão operando no dia da votação. “A gente tem que chegar lá, quando chegar, pegar na mão do operador o número dos carros que vão sair, para a gente colar apenas nos carros que vão sair”, afirma.
A gravação também menciona a designação de membros responsáveis por receber e distribuir os adesivos nas garagens. Embora a autenticidade do áudio e a identidade dos participantes necessitem de confirmação, o conteúdo sugere uma organização prévia das tarefas.
A utilização de propaganda eleitoral em veículos do transporte coletivo pode ser considerada irregular, dependendo das circunstâncias e das regras da legislação eleitoral vigente.
Em resposta a essa situação, a Prefeitura de Salvador informou que durante o dia da votação do primeiro turno, houve problemas relacionados ao transporte público, levando à remoção de propaganda eleitoral irregular de alguns ônibus. Segundo a administração municipal, havia um planejamento para evitar complicações, semelhante ao que foi realizado no primeiro turno, quando não ocorreram problemas significativos.
A Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) também destacou que a colocação dos adesivos interferiu no funcionamento do transporte, exigindo ações para a remoção do material.
Fonte: Revista Oeste.










