Na última terça-feira, milhões de israelenses foram às urnas para eleger os novos membros do Knesset, mas os resultados revelaram um impasse político. Nenhum dos blocos de partidos conseguiu atingir a maioria necessária de 61 assentos para a formação de um governo.
Com a contagem da maioria dos votos já realizada, ficou evidente que o bloco liderado pelo Likud, de Benjamin Netanyahu, conquistou 53 assentos, enquanto o bloco de oposição, sob a liderança de Gadi Eisenkot do partido Yashar, obteve 48 assentos. As duas principais alianças árabes, juntas, alcançaram um recorde de 19 assentos.
O presidente Isaac Herzog agora enfrenta o desafio de escolher qual líder partidário tem mais chances de formar uma coalizão governamental. Tradicionalmente, essa responsabilidade é atribuída ao chefe do maior partido, mas a decisão final cabe a Herzog. A partir desta sexta-feira, ele iniciará consultas com os líderes dos partidos para discutir possíveis coligações.
Os resultados oficiais das eleições, que incluem a distribuição dos 120 assentos do Knesset, devem ser divulgados na próxima quarta-feira, 4 de novembro. Após essa data, Herzog terá um prazo de sete dias para anunciar quem receberá a primeira oportunidade de formar um governo.
O líder selecionado terá 28 dias para consolidar uma coalizão, podendo solicitar uma prorrogação de até 14 dias. Caso não consiga, o presidente poderá nomear um segundo candidato, que também contará com 28 dias, mas sem possibilidade de extensão. Se ambos falharem, qualquer parlamentar poderá tentar formar um governo dentro de um período de 21 dias, necessitando do apoio de pelo menos 61 membros do Knesset. Se não houver um governo estabelecido nesse prazo, novas eleições deverão ser convocadas em até 90 dias.
Enquanto essa situação se desenrola, o atual governo permanecerá em funções interinas. Os novos parlamentares do 26º Knesset serão empossados no dia 10 de novembro, permitindo que o parlamento comece a operar e possivelmente aprove algumas legislações durante esse período.
Além disso, apelações sobre os resultados das eleições estão agendadas para serem analisadas em 18 de novembro, o que pode complicar ainda mais o já tumultuado cenário político israelense.
Fonte: Gospel Mais.









