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Carol De Toni condiciona apoio à presidência do Senado à pauta de impeachment de Moraes

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A deputada federal Carol De Toni, eleita com a maior votação da história de Santa Catarina para o Senado, com mais de 2,6 milhões de votos, apresentou uma exigência clara para o apoio a candidatos à presidência do Senado: o compromisso de pautar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista à revista Oeste, a parlamentar do PL afirmou que, caso essa condição não seja atendida, não hesitará em lançar sua própria candidatura à presidência da Casa.

“Eu só apoiarei um candidato que aceitar pautar impeachment de ministro”, afirmou De Toni. Ela destacou que sua intenção é presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e que a postura do futuro presidente da Casa será crucial para sua decisão de apoio.

A deputada, que já teve um papel ativo na Câmara, onde presidiu a CCJ, defende uma reforma do Judiciário que limite as competências do STF e permita ao Congresso sustar decisões da Corte. “Moraes seria o primeiro ministro contra o qual deveríamos abrir um processo de impeachment, sem sombra de dúvida”, disse, referindo-se ao ministro Alexandre de Moraes.

De Toni critica também os presidentes atuais da Câmara e do Senado, afirmando que tanto Arthur Lira quanto Davi Alcolumbre não têm condições de continuar à frente das Casas legislativas. Ela se posiciona contra qualquer tipo de “acordão” que impeça a discussão sobre os pedidos de impeachment que chegam ao Senado.

Além disso, a senadora eleita defende uma ampla anistia para os envolvidos nos eventos de 8 de janeiro e propõe a redução de impostos como uma de suas prioridades. “Precisamos respeitar o povo brasileiro e gastar menos”, enfatizou.

Com uma agenda pautada por críticas ao STF e um desejo claro de reequilibrar os poderes, Carol De Toni se apresenta como uma figura disposta a desafiar o status quo no Senado a partir de 2027.

Fonte: Revista Oeste.