A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou, na quarta-feira, 21, um pedido de cassação do registro da chapa de Flávio Bolsonaro (PL) e Alfredo Gaspar (PL-AL) junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A solicitação ocorre apenas quatro dias antes do segundo turno das eleições e a coligação petista argumenta que as plataformas digitais teriam favorecido a campanha adversária. Os petistas pedem que Flávio seja declarado inelegível por um período de oito anos.
A ação judicial alega abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação. Os advogados da campanha citam que sistemas de recomendação e inteligência artificial das plataformas Meta e X (antigo Twitter) beneficiaram a candidatura de Flávio, prejudicando a campanha à reeleição de Lula.
Entre os pontos levantados estão falhas na promoção de anúncios, diferenças na distribuição de conteúdos e respostas distintas de ferramentas de inteligência artificial aos comandos “Flávio 22” e “Lula 13”.
Os advogados afirmam que a questão vai além de uma simples discussão técnica sobre algoritmos.
Embora tenha apresentado o pedido de cassação, a campanha de Lula reconheceu que as comparações de alcance nas plataformas oferecem apenas indícios e que, por si só, não provam favoritismo. Para embasar suas alegações, a equipe de Lula solicitou acesso aos registros internos das plataformas e uma auditoria técnica sobre os sistemas de distribuição de conteúdo.
Além disso, a argumentação inclui suspeitas sobre pagamentos da campanha de Flávio a uma empresa associada, com documentos apresentados a autoridades dos Estados Unidos, que indicam a oferta de operações de influência através de perfis falsos e desinformação. Há também menções à circulação de recursos de fontes vedadas e do exterior nas plataformas.
“O que está em jogo vai além da igualdade de oportunidades”, justificou a campanha. “Trata-se da integridade da democracia brasileira contra manipulações algorítmicas e da soberania nacional em relação a influências externas.”
A ação foi proposta após uma reunião entre representantes da Meta e as candidaturas, cujo objetivo era esclarecer o funcionamento das plataformas.
A Meta, em resposta às acusações, negou ter viés político e reconheceu falhas técnicas que afetaram anúncios da campanha de Lula, mas afirmou que seus algoritmos não favorecem candidaturas específicas.
Fonte: Revista Oeste.









