No dia 20 de outubro de 2026, durante uma agenda de campanha em Curitiba, Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enfatizou a necessidade de reformar o Judiciário brasileiro. Em entrevista à Gazeta do Povo, ele destacou a importância de mudanças nos critérios de nomeação e maior transparência nas decisões dos tribunais superiores.
Alckmin sugeriu que a escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não deve ser uma decisão exclusiva do presidente da República, mas sim realizada por um conselho que inclua representantes da sociedade civil. “Precisamos de um critério de nomeação que busque os melhores nomes”, afirmou o candidato.
Além disso, ele questionou a vitaliciedade dos mandatos dos ministros do STF, apontando que em muitos países europeus, os mandatos variam de 10 a 12 anos. Alckmin também defendeu a implementação de um código de ética para os magistrados, comparando essa reforma à reforma tributária que propõe.
No campo econômico, Alckmin detalhou propostas para isenções fiscais, como a isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil e a eliminação de impostos sobre produtos essenciais. Ele explicou que a reforma tributária será implementada em etapas até 2032, com o objetivo de simplificar o sistema e estimular o crescimento econômico.
Ao ser questionado sobre a relação com um Congresso majoritariamente conservador, Alckmin descartou a possibilidade de estagnação política, ressaltando que o diálogo e a construção de consensos são fundamentais para a governabilidade. “Na democracia, é preciso conversar e convencer”, comentou.
O candidato também abordou a questão da saúde pública, enfatizando a necessidade de atender a população idosa e propondo a descentralização do atendimento oncológico em cidades com mais de 150 mil habitantes.
Por fim, Alckmin reforçou a importância da transparência nos resultados eleitorais e o cumprimento das regras democráticas, afirmando que “quem ganha governa e quem perde fiscaliza”.
Fonte: Gazeta Do Povo.









