No primeiro turno das eleições de 2026, Flávio Bolsonaro (PL) conquistou 10,4 milhões de votos no Nordeste, superando em 1,6 milhão a votação de seu pai, Jair Bolsonaro, em 2022. Essa mudança de preferência entre os eleitores nordestinos é atribuída a uma série de insatisfações com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em José de Freitas, Piauí, o lavrador João Maria Rodrigues dos Santos explica que sua mudança de voto se deve às dificuldades enfrentadas pelos aposentados rurais. “No começo, Lula fazia bem. Hoje, a aposentadoria do lavrador pobre é sofrida, o dinheiro vai e volta sem valer. Por isso, não voto mais nele”, afirma.
Acássio Dutra, funcionário público de São Bento, Paraíba, critica a gestão do governo federal, destacando o aumento da carga tributária e a queda no poder aquisitivo. “É um governo que vem se arrastando há muitos anos e que não consegue corresponder aos anseios do povo”, diz.
A professora Isabel Leal, de Imperatriz, Maranhão, não vota em Lula devido à defesa de valores que considera fundamentais, como a segurança pública e a liberdade econômica. “Considero essencial um governo que priorize um futuro mais seguro e estável para as próximas gerações”, enfatiza.
Lula manteve a liderança na região, recebendo 21,5 milhões de votos, ou 63,77% dos válidos, e venceu nos nove estados nordestinos. No entanto, a votação de Flávio representa um crescimento de 18,3% em relação ao desempenho de Jair Bolsonaro em 2022.
Flávio Bolsonaro encerrou o primeiro turno com cerca de 56,1 milhões de votos, representando 47,03% dos válidos, enquanto Lula obteve aproximadamente 53,8 milhões, ou 45,16%. O apoio ao candidato do PL foi reforçado por figuras públicas, como o apresentador Ratinho, que participou da campanha promovendo a imagem de Flávio e respondendo a críticas sobre a extinção do Bolsa Família.
Esses fatores demonstram uma significativa mudança no cenário político da região, onde a insatisfação com o governo atual tem levado muitos nordestinos a reconsiderar suas opções eleitorais.
Fonte: Gazeta Do Povo.










