O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), deu início à transição de governo em 15 de outubro de 2026, em uma reunião com o atual governador, Ratinho Junior (PSD), no Palácio Iguaçu, em Curitiba.
O encontro, que também contou com a presença do vice-governador Darci Piana (PSD), serviu para estabelecer as primeiras diretrizes para a transferência de informações e a preparação da nova gestão, que assumirá em janeiro de 2027. Ratinho Junior se comprometeu a apoiar a equipe de Moro, garantindo acesso a dados essenciais para o planejamento do próximo governo.
Para facilitar o trabalho da equipe de transição, o espaço Chapéu Pensador, localizado no bairro Bigorrilho, foi designado como sede de operações. A formalização dos procedimentos ocorrerá por meio de um decreto que definirá as regras para a troca de informações entre as administrações atual e futura.
Moro enfatizou a importância de conduzir o processo de transição com “diálogo, responsabilidade e transparência”, assegurando que todas as informações necessárias estarão disponíveis para a formação do novo governo e a continuidade dos serviços à população paranaense.
Os nomes dos integrantes das equipes de transição ainda serão revelados, e essa definição será crucial para as próximas etapas do processo até a posse.
A reunião também simboliza uma reaproximação entre Moro e Ratinho Junior após uma campanha eleitoral marcada por rivalidades e críticas mútuas. Durante o período eleitoral, aliados do governador haviam acionado o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) contra Moro, acusando-o de usar a imagem de Ratinho sem autorização para criar uma falsa impressão de apoio.
No mês de setembro, Ratinho Junior intensificou sua participação na campanha de Sandro Alex (PSD), chegando a se licenciar do cargo para se dedicar integralmente à candidatura. O governador criticou publicamente Moro, tanto nas redes sociais quanto em comícios, buscando distanciar o ex-juiz do eleitorado de direita e dos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apesar das tensões, Moro manteve uma postura cautelosa, afirmando que sua intenção era dar continuidade aos projetos positivos da administração estadual, enquanto rebatia alegações de “jogo baixo” por parte da campanha adversária.
Com o início da transição, as equipes de ambos os governantes devem trabalhar para organizar o fluxo de informações necessário para a mudança de comando no governo do estado.
Fonte: Revista Oeste.









