Uma professora cristã de 63 anos, Anita Meston, foi demitida de uma escola pública em Sunderland, na Inglaterra, após se manifestar como pró-vida ao responder uma pergunta de um aluno sobre aborto durante uma aula.
Anita, que dava aulas na Biddick Academy há seis meses, está processando a instituição por discriminação religiosa, com o apoio da organização Alliance Defending Freedom (ADF), que defende a liberdade de expressão.
O incidente ocorreu quando um aluno do 8º ano questionou se ela era “a favor do aborto”. A professora respondeu que era “a favor da vida” e explicou sua posição, afirmando que isso se baseava em suas crenças cristãs e em experiências de mulheres que se arrependiam após realizarem abortos.
No dia seguinte, ela foi convocada para uma reunião com a diretora, que informou sobre uma reclamação relacionada à sua resposta e afirmou que a professora não poderia expressar opiniões pessoais em sala de aula, resultando na demissão de Anita.
Anita, que havia renovado seu contrato uma semana antes da demissão, lecionou por 28 anos e também atuava como tutora de uma turma do 10º ano. Durante suas aulas, ela frequentemente abordava questões morais, como no caso do bombardeio de Dresden em 1945, e se manifestou sobre o conflito entre Israel e Palestina.
A ADF defende que Anita não impôs suas opiniões aos alunos em momento algum. Em sua declaração, a professora expressou choque com a decisão da escola, destacando que sua intenção nunca foi impor suas crenças, mas sim responder sinceramente às perguntas dos alunos.
“Estou profundamente chocada com a decisão da Biddick Academy de me demitir por minhas crenças pró-vida baseadas na fé. Se o sistema educacional realmente promove inclusão, isso deve incluir a tolerância a perspectivas diferentes”, disse Anita.
O advogado da ADF, Jeremiah Igunnubole, também comentou o caso, enfatizando que a demissão de professores por expressarem suas opiniões é um sinal preocupante para as liberdades fundamentais na sociedade. Ele ressaltou que a lei britânica proíbe discriminação por religião ou crença, incluindo convicções pró-vida, e que a situação de Anita levanta importantes questões sobre a liberdade de expressão.
A ADF está apoiando Anita em sua luta legal para garantir que seus direitos como cristã sejam respeitados e para afirmar que a demissão de funcionários por suas crenças não deve ser tolerada.
Fonte: Guiame.










