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Megaigrejas da Coreia do Sul sob ataque cibernético; dados de 850 mil fiéis podem ter sido expostos

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Duas das maiores igrejas da Coreia do Sul, a Igreja do Evangelho Pleno de Yoido e a Igreja SaRang, estão investigando ataques cibernéticos que podem ter comprometido dados pessoais de aproximadamente 850 mil fiéis. Esses incidentes foram detectados em meio a uma análise realizada pela empresa de segurança digital Oasis Security, que identificou registros das invasões em um servidor fora do país.

A Igreja do Evangelho Pleno de Yoido, localizada em Seul, é uma das maiores congregações do mundo. A instituição foi alertada sobre a possível invasão pela Agência Coreana de Internet e Segurança (KISA). Em resposta, iniciou uma investigação que revelou que dados sensíveis, como nomes, datas de nascimento, endereços, números de telefone e identificações nacionais, podem ter sido expostos.

O pastor Lee Young-hoon, líder da igreja, expressou suas desculpas pela preocupação causada e reconheceu a responsabilidade da instituição em proteger as informações dos membros. A igreja está notificando os fiéis afetados e implementando medidas de segurança, incluindo o bloqueio de acessos externos e a alteração de senhas.

Paralelamente, a Igreja SaRang também confirmou que está averiguando um incidente cibernético que pode afetar cerca de 89 mil membros e 286 funcionários, incluindo informações do pastor principal. A instituição formou uma equipe de resposta emergencial e comunicou o ataque às autoridades competentes.

As investigações revelaram que ferramentas de inteligência artificial podem ter sido utilizadas pelos invasores. A Oasis Security encontrou indícios de que programas automatizados e “subagentes” foram empregados durante os ataques. Entretanto, os métodos exatos de acesso ainda estão sendo determinados.

Esses ataques ocorrem em um contexto de crescente preocupação com a segurança digital na Coreia do Sul, que recentemente também enfrentou incidentes semelhantes em instituições financeiras. O presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, mencionou a possibilidade de uso de inteligência artificial em ataques contra bancos, ressaltando a necessidade de fortalecer a segurança cibernética no país.

As investigações continuam para esclarecer quais dados foram efetivamente acessados e quantas pessoas foram afetadas pelos ataques cibernéticos. A situação ainda é monitorada de perto pelas autoridades.

Fonte: Folha Gospel.