A campanha de Flávio Bolsonaro fez acusações contra André Janones, afirmando que ele deletou 219 mensagens de um grupo do WhatsApp, o que dificultou o trabalho de fiscalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A denúncia surge após um relatório da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE.
Segundo os representantes de Flávio, as mensagens foram apagadas em um intervalo de apenas 18 minutos na madrugada de 8 de outubro. A campanha alega que o grupo, chamado “Exército do Lula”, teria uma estratégia deliberada de exclusão de conteúdos para dificultar a fiscalização da Justiça Eleitoral e da plataforma de mensagens. A equipe de Flávio informou que possui cópias das mensagens e planeja apresentar novas evidências ao TSE.
Entre os conteúdos que foram deletados, estavam orientações e links para vídeos que continham informações enganosas sobre o cancelamento de um reajuste do Bolsa Família e a diminuição de aposentadorias. Apesar da exclusão das mensagens, os vídeos continuaram a circular nas redes sociais, acumulando 920 mil e 3,1 milhões de visualizações, respectivamente.
A manifestação da campanha de Flávio Bolsonaro ocorreu após a assessoria técnica do TSE afirmar que não encontrou as publicações que foram identificadas como falsas. Os técnicos da Justiça Eleitoral analisaram conteúdos divulgados entre os dias 2 e 11 de outubro. A campanha atribui a ausência das mensagens ao ato de exclusão e critica a atuação do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.
No dia 11 de outubro, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, atendeu a um pedido da campanha de Flávio e determinou a suspensão do canal “Exército do Lula”. Entretanto, essa decisão foi revertida por Cueva, que considerou os argumentos apresentados insuficientes. Janones se manifestou, acusando a Justiça Eleitoral de censura, enquanto a equipe de Flávio rejeitou essa interpretação, afirmando que “a proibição de conteúdos comprovadamente falsos constitui uma obrigação legal”.
A campanha de Flávio também detalhou como funcionava o grupo “Exército do Lula”, onde os administradores orientavam os membros a copiar e colar conteúdos, evitando a função de encaminhamento do WhatsApp. Essa estratégia visava aumentar o alcance das publicações e dificultar a atuação dos mecanismos de controle da plataforma.
Fonte: Gospel Mais.










