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Campanha de Flávio Bolsonaro acusa Janones de excluir publicações e contesta TSE

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A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) levantou sérias acusações contra o deputado federal André Janones (Avante-MG), afirmando que o parlamentar excluiu 219 postagens de um canal de WhatsApp utilizado para disseminar conteúdos negativos sobre o candidato à presidência. A equipe de Flávio alega que essas mensagens foram apagadas em apenas 18 minutos, na madrugada do dia 8 de outubro.

Em resposta ao relatório da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha destacou que o canal, conhecido como “Exército do Lula”, adotava uma prática de exclusão sistemática de conteúdos para dificultar a fiscalização das autoridades eleitorais. A equipe de Flávio afirma ter preservado cópias das mensagens e planeja apresentar novas evidências ao TSE.

Segundo a nota oficial, Janones publicou uma mensagem às 1h10 do dia 8 de outubro, assegurando que não divulgaria notícias falsas durante a campanha. Aproximadamente 40 minutos depois, teria iniciado a remoção das 219 publicações, que, segundo a campanha, incluíam orientações e links para vídeos com informações enganosas sobre o Bolsa Família e aposentadorias. Os vídeos, entretanto, continuaram disponíveis nas redes sociais, acumulando 920 mil e 3,1 milhões de visualizações, respectivamente.

A manifestação da campanha de Flávio surgiu após o TSE informar que não encontrou as publicações contestadas em sua pesquisa no canal. Os técnicos do tribunal analisaram conteúdos entre os dias 2 e 11 de outubro, mas não conseguiram localizar as mensagens alegadamente falsas.

A campanha atribui a ausência dos conteúdos ao apagamento e critica a atuação do corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. A equipe sustenta que um pedido de preservação de dados foi apresentado em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), mas o magistrado retirou o segredo de justiça sem solicitar a conservação dos conteúdos pela Meta.

Em um comunicado recente, o TSE esclareceu que o corregedor pediu a apresentação de arquivos digitais mencionados na petição inicial, mas que não foram integrados ao processo. O tribunal confirmou o recebimento de um pen drive com informações, mas enfatizou que isso não substitui a necessidade de inclusão organizada dos arquivos nos autos para análise.

A campanha de Flávio enfatiza que conseguiu preservar parte das mensagens excluídas, entregando esse material à Secretaria Judiciária quando a ação foi ajuizada. Além disso, a equipe detalhou o funcionamento do canal “Exército do Lula”, apontando que os administradores orientavam os participantes a copiar e colar conteúdos, evitando a função de encaminhamento do WhatsApp, que possui limites de compartilhamento.

O canal, que conta com cerca de 3,3 milhões de participantes, se tornou uma importante ferramenta de mobilização digital para os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições, marcado para o dia 25 de outubro. Em resposta à solicitação de suspensão do canal feita pela campanha de Flávio, uma decisão inicial foi revertida pelo corregedor, que considerou as evidências insuficientes para justificar a restrição.

Janones reagiu à primeira decisão, acusando a Justiça Eleitoral de censura. Por outro lado, a campanha de Flávio defende que a proibição de conteúdos comprovadamente falsos é uma obrigação legal, reiterando que as práticas denunciadas violam o Plano de Conformidade firmado entre a plataforma e o TSE.

A campanha informou que enviará um novo relatório técnico ao TSE, acompanhado das cópias das mensagens que afirma ter preservado antes de suas exclusões.

Fonte: Revista Oeste.