O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, anunciou nesta segunda-feira, 12, a necessidade de uma análise técnica imediata sobre possíveis casos de desinformação no canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. Este canal, que tem o deputado federal André Janones (Rede-MG) como administrador, já conta com milhões de seguidores.
A decisão surge em meio a uma série de conflitos sobre a continuidade deste canal. Nunes Marques havia determinado a suspensão do espaço digital após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou que o canal estava divulgando informações falsas sobre propostas atribuídas ao seu candidato, como supostas mudanças em benefícios sociais.
No entanto, a ordem de suspensão foi rapidamente revogada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que considerou as provas apresentadas até aquele momento como insuficientes para justificar o fechamento do canal. Cueva também decidiu que o caso deve ser analisado pelo plenário do TSE, onde os ministros avaliarão se existem justificativas para a remoção do canal do ar.
A equipe técnica do TSE foi encarregada de identificar conteúdos que possam comprometer a integridade do processo eleitoral e verificar se mensagens semelhantes foram disseminadas em outras plataformas. O ministro também solicitou informações sobre qualquer ação anterior relacionada ao canal.
Com a decisão de Cueva, o canal “Exército do Lula” pode continuar a operar, permitindo novas publicações e a entrada de novos seguidores, mas restringindo a reprodução de conteúdos já considerados ilegais pelo tribunal.
Fonte: Revista Oeste.









