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Justiça determina indenização de R$ 150 mil a pastor Lucinho Barreto e Igreja Lagoinha

justica condena pastor da lagoinha por declaracoes sobre beijo em menina
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A Justiça condenou o pastor Lucinho Barreto Júnior e a Igreja Batista da Lagoinha, localizada em Belo Horizonte, a pagar R$ 150 mil por danos morais coletivos. A decisão foi proferida pela juíza Miriam Vaz Chagas, da 17ª Vara Cível de Minas Gerais, em razão de declarações controversas feitas pelo pastor durante um culto voltado para homens.

A ação civil pública, movida pelo Ministério Público, foi desencadeada por um vídeo gravado em abril de 2023, no qual o pastor revelou ter beijado a filha na boca quando ela tinha apenas 11 anos. Ele ainda afirmou que, em um futuro próximo, diria ao namorado da menina que ele seria o “segundo” na vida dela, devido ao episódio mencionado.

A juíza frisou que, embora a Constituição garanta a liberdade religiosa, isso não pode ser usado como justificativa para discursos que objetifiquem o corpo feminino ou incentivem comportamentos de dominação. As declarações do pastor foram consideradas como ultrapassando os limites da esfera familiar e naturalizando atitudes invasivas.

Além da indenização, que será destinada ao Fundo Especial do Ministério Público de Minas Gerais (Funemp), o pastor terá um prazo de 30 dias para realizar um novo sermão sobre a educação de filhos. Esse sermão deverá ser gravado e divulgado nas redes sociais da igreja por um ano, e a condenação também deve ser publicada em três veículos de imprensa.

Em sua defesa, Lucinho Barreto expressou surpresa com a condenação e reafirmou o compromisso de sua igreja com a proteção de crianças e mulheres. Ele argumentou que o relato se referia a uma brincadeira ocorrida em 2011 e que o trecho foi extraído de um contexto mais amplo de sua pregação. A igreja, por sua vez, defendeu que as falas foram hiperbólicas e que não controla as manifestações individuais de seus pastores durante os cultos. Tanto o pastor quanto a igreja informaram que pretendem recorrer da decisão.

Fonte: Folha Gospel.