As eleições parlamentares de 2026 trouxeram uma reconfiguração significativa na representação das igrejas evangélicas na política brasileira. O pleito foi marcado por disputas internas entre diferentes denominações, derrotas de figuras tradicionais e a ascensão de novos líderes.
O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, destacou-se ao apoiar 36 candidatos ao Senado, dos quais 20 foram eleitos. Ele também teve papel ativo na eleição de deputados na Câmara e nas assembleias legislativas, mantendo sua influência no cenário político evangélico.
Entre os deputados federais reeleitos com o apoio de Malafaia, estão nomes como Marco Feliciano (PL-SP) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Sóstenes foi o único entre os cinco parlamentares que presidiam a bancada evangélica desde 2018 a conquistar a reeleição. O pastor Malafaia também apoiou três deputados estaduais, incluindo Lisboa e Sargento Neto, ambos do PL.
No entanto, as eleições não foram favoráveis a todos. Gilberto Nascimento (Pode-SP), que liderava a bancada evangélica, não conseguiu se reeleger, assim como outros parlamentares de destaque, como Cezinha de Madureira (PL-SP) e Silas Câmara (Republicanos-AM).
A renovação política trouxe novos nomes que se destacaram, como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), que obtiveram votações expressivas. Especialistas apontam que a perda de apoio entre as próprias igrejas e a dificuldade em se posicionar na polarização política atual contribuíram para a queda de líderes tradicionais.
Além disso, as eleições evidenciaram divergências internas dentro da Assembleia de Deus, especialmente entre o Ministério do Belém e o Ministério Madureira. José Wellington Júnior, líder do Ministério do Belém, celebrou a vitória de candidatos ligados à sua denominação, enquanto seus rivais enfrentaram resultados negativos.
Essas mudanças indicam que, embora a influência religiosa na política permaneça, a conexão formal com uma igreja ou o apoio de líderes não garantiu sucesso para todos os candidatos. O cenário atual revela uma representação evangélica diversificada, com diferentes estratégias e perfis emergentes.
Fonte: Folha Gospel.









