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O Colapso da Nova República: PMDB, PSDB e PT em Queda Livre

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A Nova República, composta por PMDB (atualmente MDB), PSDB e PT, está vivenciando um colapso em 2026, com os três partidos perdendo força e representatividade, segundo análise de Flávio Gordon.

O PMDB/MDB, sob a liderança de Michel Temer, viu sua bancada de deputados federais encolher de 66 em 2014 para apenas 36. No Senado, a redução foi de 19 para 8 senadores. Dentre os sete governos estaduais conquistados há 12 anos, apenas um permanece garantido, aguardando um segundo turno que pode trazer mais um a seu lado.

Em busca de recuperar a relevância, Temer anunciou apoio a Flávio Bolsonaro com um tom publicitário, enfatizando a necessidade de “reconexão”, enquanto tenta navegar os desafios impostos pelo bolsonarismo.

O PSDB, que já governou o Brasil por oito anos, também enfrenta uma drástica diminuição. A sigla reduziu sua representação de 54 deputados federais em 2014 para apenas 11, e de 10 senadores para 2. Além disso, passou de mais de 800 prefeituras em 2016 para apenas 273 em 2024. O partido se posicionou de maneira neutra durante as eleições, sem que ninguém lhe houvesse solicitado tal postura, representado por Geraldo Alckmin, que se tornou vice-presidente e, ironicamente, agora abre a porta para o retorno de Lula ao poder.

Por sua vez, o PT, ainda ativo, não consegue rivalizar com o PL e depende fortemente de Lula, que completará 81 anos logo após o segundo turno. O partido não conseguiu formar um novo quadro de liderança em quatro décadas, mostrando que seu legado permanece centrado na figura de Lula, uma biografia e não um projeto.

A Nova República, que durante anos se alternou no poder, parece estar enfrentando sua própria extinção. Os três partidos não foram apenas derrotados por adversários, mas também pela desconexão com a sociedade brasileira atual. O futuro político do Brasil é incerto, mas a queda dos protagonistas da Nova República é inegável.

Fonte: Revista Oeste.